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segunda-feira, 7 de abril de 2008
sábado, 29 de março de 2008
"Quills"
escrevi, primeiro em folhas brancas, virgens; depois em pedaços de papel rasgado. na sua falta, recorri a meus lençóis, que serviram de abrigo para idéias torpes e de gosto duvidoso. meu corpo e a parede... objetos não menos ideais. ri-me da falta de escrúpulos e da frágil moral insustentável em cada palavra desenhada.
a tinta era tudo. era qualquer coisa que pudesse me valer. era vinho ou sangue ou merda! qualquer forma de exteriorizar meus demônios. ou de recriá-los maiores. de fantasiar minha grandeza megalomaníaca, a partir da loucura.
meus companheiros: pederastas, prostitutas, assassinos, libertinos... toda sorte de desajustados e marginais. verdadeiros inimigos da ordem e dos bons costumes, bem como debochadores da hipocrisia humana. criaram vida, ganharam voz e fizeram algarraza em mim e em todo canto.
precisei põ-los pra fora, por convicção de sua importância para o mundo ou por receio de sua prisão em mim.
dê-me pena e tinta, por favor!
a tinta era tudo. era qualquer coisa que pudesse me valer. era vinho ou sangue ou merda! qualquer forma de exteriorizar meus demônios. ou de recriá-los maiores. de fantasiar minha grandeza megalomaníaca, a partir da loucura.
meus companheiros: pederastas, prostitutas, assassinos, libertinos... toda sorte de desajustados e marginais. verdadeiros inimigos da ordem e dos bons costumes, bem como debochadores da hipocrisia humana. criaram vida, ganharam voz e fizeram algarraza em mim e em todo canto.
precisei põ-los pra fora, por convicção de sua importância para o mundo ou por receio de sua prisão em mim.
dê-me pena e tinta, por favor!
sábado, 12 de janeiro de 2008
As cento e cinquenta paixões assassinas, ou de quarta classe...
"Durante a noite, o Duque e Curval, escoltados pela Desgranges e a Duclos, levam Augustine ao jazigo. Sua bunda está em péssimo estado; açoitam-na e cada um a enraba sem esporrar; depois, o Duque inflige-lhe cinquenta e oito feridas nas nádegas, e verte óleo fervendo em cada uma delas. Ele lhe enfia um ferro quente na cona e no cu, e a fode sobre as feridas com um condom [n.t.: do inglês, preservativo masculino, precursos da atual camisa de vênus] de pele de cão do mar, o qual rasga de novo as queimaduras . Feito isto, descobrem seus nervos em quatro lugares formando uma cruz, amarram cada ponta desses nervos a um torniquete e giram, o que lhe alonga essas partes delicadas e a faz sofrer dorer incríveis. Dão-lhe uma trégua, para melhor fazê-la sofrer, e retomam a operação, dessa vez, esfolando-lhe um buraco na goela, pelo qual trazem para baixo e fazem passar sua língua; queimam-lhe em fogo brando a mama que lhe resta; em seguida, enfiam na sua boceta uma mão armada de um escalpelo com o qual rasgam a parede que separa o ânus da vagina; tiram o escalpelo, enfiam a mão de volta, vasculham suas entranhas e forçam-na a cagar pela boceta; então , pela mesma abertura, vão romper-lher a bolsa do estômago. Depois voltam ao rosto: cortam-lhe as orelhas, queimam-lhe o interior do nariz, furam-lhe os olhos deixando destilar cera de Espanha fervendo dentro, retalham-lhe o crânio, enforcam-na pelo cabelos amarrando pedras em seus pés, para que ela caia, arrancando seu crânio. Depois dessa queda, como ela ainda respira, e o Duque fode sua boceta nessa estado; ele esporra e fica ainda mais furioso. Abrem-na, queimam-lhe as entranhas no próprio ventre, antes de enfiarem uma mão armada de um escalpelo que vai furar seu coração por dentro, em vários lugares. Só então ela devolve sua alma. Assim pereceu, aos quinze anos e oitos meses uma das mais celestes criaturas que a natureza criara [...]"
[SADE, Marquês de. "Os 120 dias de Sodoma", pág. 348, Editora Iluminuras, 2006]
__________________"Cento e vinte dias, quinhentas e noventa e oito paixões. O desejo lançado ao infinito"
[SADE, Marquês de. "Os 120 dias de Sodoma", pág. 348, Editora Iluminuras, 2006]
__________________"Cento e vinte dias, quinhentas e noventa e oito paixões. O desejo lançado ao infinito"
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