segunda-feira, 13 de outubro de 2008

"Em todo caso, casai-vos. Se vos couber em sorte uma boa esposa, sereis felizes; se vos calhar uma má, tornar-vos-ei filósofo, o que é excelente para os homens"

(Sócrates)

sábado, 11 de outubro de 2008

pequeno comentário (ou sobre pessoas e ilhas)

estou cansado. e não é mais sobre você, é sobre mim mesmo: esta suposta ilha de certezas, cercada de dúvidas por todos os lados,(indivíduo com nome e sobrenome, certidão de nascimento, rg, cpf, título de eleitor, carteira de trabalho, reservista, comprovante de residência, foto 3x4...)toda esta subjetividade que não vence.
estou cansado de falar: palavras que são como frágeis navegantes, que naufragam assim que arriscam e saem da "ilha de certezas", ou que são capturados e torturados para que confessem tudo sobre qualquer outro território hostil ("há tantas outras ilhas armadas de certeza").

sabe, você fabrica bombas com as minhas verdades...

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-não que eu acredite em ilhas. creio mais é na pangéia e nas placas tectônicas.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

"Você com as suas drogas

E as suas teorias

E a sua rebeldia

E a sua solidão

Vive com seus excessos

Mas não tem mais dinheiro

Pra comprar outra fuga

Sair de casa então

Então é outra festa

É outra sexta-feira

Que se dane o futuro

Você tem a vida inteira

Você é tão esperto

Você está tão certo

Mas você nunca dançou

Com ódio de verdade"

(A Dança)

domingo, 5 de outubro de 2008

o que eu fiz!?
puta!
dilacerei seus versos
em rima branca,
desentranhados pretos
das unhas sujas,
da tinta
que não é mais minha
e que não tem mais gosto
misturado à arritmia
das letras que dançam,
alucinadas
no papel

pura zombaria
é assim que cada linha
toma forma,
é a forma última
da vaga poesia,
é a senhora pudica e respeitável
prostituida a troco pouco
sodomizada na ante-sala
entre um brinde e outro aos convivas
[saúde!]

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minha poesia é minha puta!
minha putaria é jocosa!
meus gracejos são lamentação...

terça-feira, 23 de setembro de 2008

crio
crio tantas coisas

[ , ]

tantas armas
armas imaginárias

[ ? ]

imaginação pra me matar

[ ... ]



morrer

[ ! ]

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o processo criativo de morrer.
a imaginação usada contra si mesmo.
quanto pontos perdidos, cheios de si, em sua suposta indecifribilidade!

[acho que eu gosto mesmo é da suas palavras dançando no (meu) espaço em branco, assim como dos silêncios que só poderiam vir de você...]

sábado, 13 de setembro de 2008

"Para Nietzche, o feminismo é a operação pela qual a mulher quer parecer com o homem, com o filósofo dogmático, reivindicando a verdade, a ciência, a objetividade, quer dizer, toda a ilusão viril. Deixar o lugar da submissão feminina em busca de emancipação é instalar-se no tradicional lugar masculino?"


(RODRIGUES, Carla. Alianças e tensões: Desconstrução, feminino e feminismo in Mente, Cérebro & Filosofia, pág. 80. Ago/2008)

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cá estou mais uma vez importunando o ideário feminista...
não sei até onde concordo com a afirmação acima, mas é uma impresão forte que tenho muitas vezes. que, ao deixar um lugar de submissão busca-se tomar como "imagem e semelhança" o papel do opressor, e nisso a pergunta final vem bem a calhar: é o "tradicional lugar masculino" que querem?

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

filantropia é quando fazem campanha pra estuprar com camisinha

domingo, 7 de setembro de 2008

"você é tão moderno, se acha tão moderno, mas é igual a seus pais. é só questão de idade, passando dessa fase, tanto fez, tanto faz."

(A Dança)

"tá todo mundo dançado, eu também quero dançar. todo mundo dançando esperando a missa começar."

(A Missa)
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teu cheiro me lembra aquela época...

por onde foi que eu passei que tanto tempo se passou?

...mas você não vai ouvir mesmo, então eu grito pras paredes.

II

Limpo a boca
No guardanapo usado
Esquecido sobre a mesa,
Marcado de teus lábios
E de injúrias indigestas
Vomitadas no carpete.

Esgotado em poucas gotas
Limpo a boca em teu lençol.
Não me sinto menos sujo,
Mas agora estou ausente
Por dúvidas entreabertas,
Saciadas as certezas.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

I

boca suja,
suja pra caralho!
de merda e biscoitos finos
de "porra" e "amém"
("amém, porra").
enche a boca pra falar
o que se diz por diversão,
quando se cala por pudor.


bocas tristes
de tristes libertinos
sodomizados pelos bons costumes,
que beijam, que escarram
com paixão devota
outras bocas,
escuras como a sua,
suja como nenhuma outra.