"(...) é tão bom saber que tem essas pessoas nas nossas vidas que só esperam que sejamos felizes porque acham que a gente merece ser feliz."
li isso há trinta segundos atrás (http://bettypurpurina.wordpress.com/ postado em 15/12/2010) e não pude evitar que, de alguma forma, também me tocasse de uma maneira inesperada e me fizesse pensar... Gosto da maneira incomum como relações interpessoais conseguem me sensibilizar, observar e perceber essa cadeia de vínculos e afetos que vai se formando e como o que você faz e diz (às vezes as menores besteiras) acaba marcando profundamente quem está ao seu redor, mesmo que não tenha sido essa a intenção imediata. Sei lá, talvez o caso seja que eu dê valor agora, como nunca antes, (ou perceba de uma nova maneira) às pessoas que acreditam que você é mais do que você mesmo acredita ser e acabam por fazer você querer ser assim. Somos nós, no fim nos amparando em outros corações...
E digo mais: muito melhor do que ter pessoas dessas na sua vida é quando é você que encontra alguém que você quer que seja feliz, porque você acredita nela e sabe que merece, simplesmente por ser quem é (numa certeza egoísta e arbitrária). E tentar fazer esse alguém feliz acaba sendo o mínimo que se pode fazer, por você e por ela (ainda que não se acredite nessa tal felicidade). É... acho que é mais ou menos o que eu sinto, viu?
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
nota
ela não sabe, mas ao abrir seus dois braços curtos (brancos) - ao oferecê-los para mim num abraço forte, vigoroso - consegue alcançar a lua.
________________
simples assim...
"Quero que todos os dias do ano
todos os dias da vida
de meia em meia hora
de 5 em 5 minutos
me digas: Eu te amo.
Ouvindo-te dizer: Eu te amo,
creio, no momento, que sou amado.
No momento anterior
e no seguinte,
como sabê-lo?"
(...)
"No momento em que não me dizes:
Eu te amo,
inexoravelmente sei
que deixaste de amar-me,
que nunca me amastes antes.
Se não me disseres urgente repetido
Eu te amoamoamoamoamo,
verdade fulminante que acabas de desentranhar,
eu me precipito no caos,
essa coleção de objetos de não-amor."
(Carlos Drummond de Andrade)
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simples assim...
"Quero que todos os dias do ano
todos os dias da vida
de meia em meia hora
de 5 em 5 minutos
me digas: Eu te amo.
Ouvindo-te dizer: Eu te amo,
creio, no momento, que sou amado.
No momento anterior
e no seguinte,
como sabê-lo?"
(...)
"No momento em que não me dizes:
Eu te amo,
inexoravelmente sei
que deixaste de amar-me,
que nunca me amastes antes.
Se não me disseres urgente repetido
Eu te amoamoamoamoamo,
verdade fulminante que acabas de desentranhar,
eu me precipito no caos,
essa coleção de objetos de não-amor."
(Carlos Drummond de Andrade)
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
termo
venha sem aviso
de repente
invisível
e me leve o mais
rapidamente
possível
(arnaldo antunes. n.d.a.)
_______________________________
...assim, sem meio termo
porque quando eu abro esse livro [essa beira de abismo] é teu cheiro que eu sinto...
e eu ainda tenho uma história inteira pra ler [na tua letra cursiva].
e eu ainda tenho uma história inteira pra ler [na tua letra cursiva].
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
"deveríamos ser tolerantes com qualquer tipo de estupidez, falha e vício, pensando que o que está diante de nós é tão-somente nossa própria estupidez falha e vício, já que esses são erros da humanidade, na qual também nos incluímos, e consequentemente temos também todas as falhas, até mesmo aquelas que nos causam indignação, apenas porque, neste momento, não as manifestamos."
(A. Schopenhauer)
_____________________________________
"Sou humano, e nada que é humano me é estranho"
"ei, amigo, aonde vai? não sabe que estamos todos no mesmo barco e que ele afunda lenta e irremediavelmente?"
[mas isso é tão difícil de colocar em prática, não é mesmo? a primeira coisa que fazemos é dividir o mundo inteiro em nós e os outros, certos e errados, inocentes e culpados, bons e maus. acho revigorante a ideia de que essa dualidade está em cada um de nós. se há algo para mudarmos no mundo deve ser o que há por trás dos olhos.]
(A. Schopenhauer)
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"Sou humano, e nada que é humano me é estranho"
"ei, amigo, aonde vai? não sabe que estamos todos no mesmo barco e que ele afunda lenta e irremediavelmente?"
[mas isso é tão difícil de colocar em prática, não é mesmo? a primeira coisa que fazemos é dividir o mundo inteiro em nós e os outros, certos e errados, inocentes e culpados, bons e maus. acho revigorante a ideia de que essa dualidade está em cada um de nós. se há algo para mudarmos no mundo deve ser o que há por trás dos olhos.]
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
acho que ainda não me acostumei com seu sorriso.
poderia ficar horas a fio só a olhá-lo fixamente e sentir essa meninice inexplicável brincar em mim.
o frio na barriga que sobe até garganta e se transfigura num sorriso-resposta tolo.
estranho pensar que exatamente agora é pra mim que ele se exibe, doce, radiante.
o sorriso que nasce nos olhos, escorre pelas bochechas e morre (renasce) nos lábios, num fluxo infinito... esforço-me pra decorar cada um dos dentes que você me mostra.
atônito, comovido, tento em vão captar a essência íntima (a poesia) que transborda da tua boca e escorre pela minha.
(tento me guardar em mim, mas você sabe, sempre, exatamente onde estou.)
_________________________
...
poderia ficar horas a fio só a olhá-lo fixamente e sentir essa meninice inexplicável brincar em mim.
o frio na barriga que sobe até garganta e se transfigura num sorriso-resposta tolo.
estranho pensar que exatamente agora é pra mim que ele se exibe, doce, radiante.
o sorriso que nasce nos olhos, escorre pelas bochechas e morre (renasce) nos lábios, num fluxo infinito... esforço-me pra decorar cada um dos dentes que você me mostra.
atônito, comovido, tento em vão captar a essência íntima (a poesia) que transborda da tua boca e escorre pela minha.
(tento me guardar em mim, mas você sabe, sempre, exatamente onde estou.)
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sexta-feira, 12 de novembro de 2010
sobre os três dias que virão...
"E só de te ver eu penso em trocar
A minha TV num jeito de te levar
A qualquer lugar que você queira
E ir onde o vento for
Que pra nós dois
Sair de casa já é se aventurar."
(Último Romance)
___________________________
Por que a gente não troca toda essa burocracia (essa tv...) por duas (ou três, sei lá) noites no deserto?
A minha TV num jeito de te levar
A qualquer lugar que você queira
E ir onde o vento for
Que pra nós dois
Sair de casa já é se aventurar."
(Último Romance)
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Por que a gente não troca toda essa burocracia (essa tv...) por duas (ou três, sei lá) noites no deserto?
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Com seus pássaros
(ou a lembrança dos seus pássaros)
Com seus filhos
(ou a lembrança dos seus filhos)
Com seu povo
(ou a lembrança de seu povo)
Todos emigram...
De uma pátria à outra do templo
De uma praia à outra do atlântico
De uma serra à outra das cordilheiras
Todos emigram...
Para o corpo de berenice
Ou o coração wall street
Para o último tempo
Ou a primeira dose de tóxico
Para dentro de si
Ou para todos
Para dentro de si
Ou para todos
Pra sempre
Todos emigram...
(Cordel do Fogo Encantado)
_______________________
lembrança
lembrança
lembrança
do corpo...
do coração...
do último tempo
e da primeira dose
hei de partir
para dentro
(ou para todos)
"Todas as manhãs o aeroporto em frente me dá lições de partir:
Hei de aprender com ele
A partir de uma vez
- Sem medo,
Sem remorso,
Sem saudade."
(M. Bandeira)
(ou a lembrança dos seus pássaros)
Com seus filhos
(ou a lembrança dos seus filhos)
Com seu povo
(ou a lembrança de seu povo)
Todos emigram...
De uma pátria à outra do templo
De uma praia à outra do atlântico
De uma serra à outra das cordilheiras
Todos emigram...
Para o corpo de berenice
Ou o coração wall street
Para o último tempo
Ou a primeira dose de tóxico
Para dentro de si
Ou para todos
Para dentro de si
Ou para todos
Pra sempre
Todos emigram...
(Cordel do Fogo Encantado)
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lembrança
lembrança
lembrança
do corpo...
do coração...
do último tempo
e da primeira dose
hei de partir
para dentro
(ou para todos)
"Todas as manhãs o aeroporto em frente me dá lições de partir:
Hei de aprender com ele
A partir de uma vez
- Sem medo,
Sem remorso,
Sem saudade."
(M. Bandeira)
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
algumas linhas sobre "tropa de elite 2"
assisti novamente ao filme esse sábado (merecia ser revisto) e talvez tenha agora um pouco mais de clareza sobre as impressões que fiquei dele. desde que soube que tropa de elite teria continuação fiquei com muitas expectativas e com a proximidade da estreia a ansiedade só aumentou. sou muito fã do primeiro, por motivos semelhantes pelos quais adorei sua continuação.
primeiro de tudo que o filme é fortíssimo, tem uma trama muito bem estruturada que prende do início ao fim (pelo menos não lembro de ouvir opiniões ao contrário) e que de certa forma incomoda. a partir do ponto de vista do coronel nascimento, nos vemos afundando num mar de lama do qual é quase impossível sair. o "sistema" vai engolindo a tudo e a todos, dando a sensação de que não há muita escapatória.
se no primeiro as atenções se voltavam para a violência em sua expressão mais direta e a dinâmica microssocial que ela supunha (a tensa relação entre o bope, a policia, os traficantes e segmentos da sociedade de modo geral), a sequência nos traz um cenário mais amplo, que faz a violência das ruas desembocar no gabinete do governador (e por que não lá em brasília, conforme sugere uma das últimas cenas?) mostrando o quanto tal situação é movida por interesses políticos. ou seja, nós é exposto de maneira clara o quanto as ações de aparelhos do Estado (como o Bope ou o serviço de inteligência, nos exemplos do filme) são movidas por politicagem e não necessariamente por um "sentimento de dever". achei interessante essa noção (óbvia, mas nem sempre escancarada) de que toda bala tem por trás de si um histórico, um tenso jogo de interesses e de luta por poder. a indústria de violência e da corrupção tem raízes muito mais profundas do que pode-se supor num primeiro momento.
em ambos os filmes gosto da maneira como a questão da violência (e seus desdobramentos) é tratada. nunca de maneira superficial ou maniqueísta. não há nada simples, não há o certo e o errado indubitável. as situações, conforme se apresentam, são justificáveis por alguns e condenáveis por outros. o próprio "herói" do filme tem seus excessos e seus desvios de caráter. ele não está lá para ser celebrado como salvador da pátria. ele próprio se angustia e cria problemas para si nas relações com as pessoas que gosta. apesar de extramente cativante, é um personagem complexo, que nos expõe de maneira clara que ele é mais um dentro daquele intenso jogo, da relação quase caótica entre diversos grupos. ele próprio reconhece que muitas de suas ações não são exatamente elogiáveis ou que, no mínimo trazem desdobramente problemáticos. é impossível legitimarmos e defendermos todas as ações ou posições ideológicas do protagonista ou da "tropa de elite". ambos estão inserido num contexto do qual ninguém tem uma visão ampla e isenta. cada um está ali pra defender o seu. é um retrato um tanto quanto cru e cruel, mas, na minha opinião, muito bem feito, na medida em que nos instiga a pensar de maneira complexa no todo.
bom, desnecessário falar que tecnicamente o filme é muito bem feito e não é à toa que tem levado tantas pessoas ao cinema.é um bom filme de ação (mas espero que esse seja só um dos muitos aspectos a serem levados em conta ao se assistí-lo). além disso merece ser sublinhada a excelente atuação do wagner moura no papel de um coronel nascimento treze anos mais velho, cansado e sob constante tensão.
primeiro de tudo que o filme é fortíssimo, tem uma trama muito bem estruturada que prende do início ao fim (pelo menos não lembro de ouvir opiniões ao contrário) e que de certa forma incomoda. a partir do ponto de vista do coronel nascimento, nos vemos afundando num mar de lama do qual é quase impossível sair. o "sistema" vai engolindo a tudo e a todos, dando a sensação de que não há muita escapatória.
se no primeiro as atenções se voltavam para a violência em sua expressão mais direta e a dinâmica microssocial que ela supunha (a tensa relação entre o bope, a policia, os traficantes e segmentos da sociedade de modo geral), a sequência nos traz um cenário mais amplo, que faz a violência das ruas desembocar no gabinete do governador (e por que não lá em brasília, conforme sugere uma das últimas cenas?) mostrando o quanto tal situação é movida por interesses políticos. ou seja, nós é exposto de maneira clara o quanto as ações de aparelhos do Estado (como o Bope ou o serviço de inteligência, nos exemplos do filme) são movidas por politicagem e não necessariamente por um "sentimento de dever". achei interessante essa noção (óbvia, mas nem sempre escancarada) de que toda bala tem por trás de si um histórico, um tenso jogo de interesses e de luta por poder. a indústria de violência e da corrupção tem raízes muito mais profundas do que pode-se supor num primeiro momento.
em ambos os filmes gosto da maneira como a questão da violência (e seus desdobramentos) é tratada. nunca de maneira superficial ou maniqueísta. não há nada simples, não há o certo e o errado indubitável. as situações, conforme se apresentam, são justificáveis por alguns e condenáveis por outros. o próprio "herói" do filme tem seus excessos e seus desvios de caráter. ele não está lá para ser celebrado como salvador da pátria. ele próprio se angustia e cria problemas para si nas relações com as pessoas que gosta. apesar de extramente cativante, é um personagem complexo, que nos expõe de maneira clara que ele é mais um dentro daquele intenso jogo, da relação quase caótica entre diversos grupos. ele próprio reconhece que muitas de suas ações não são exatamente elogiáveis ou que, no mínimo trazem desdobramente problemáticos. é impossível legitimarmos e defendermos todas as ações ou posições ideológicas do protagonista ou da "tropa de elite". ambos estão inserido num contexto do qual ninguém tem uma visão ampla e isenta. cada um está ali pra defender o seu. é um retrato um tanto quanto cru e cruel, mas, na minha opinião, muito bem feito, na medida em que nos instiga a pensar de maneira complexa no todo.
bom, desnecessário falar que tecnicamente o filme é muito bem feito e não é à toa que tem levado tantas pessoas ao cinema.é um bom filme de ação (mas espero que esse seja só um dos muitos aspectos a serem levados em conta ao se assistí-lo). além disso merece ser sublinhada a excelente atuação do wagner moura no papel de um coronel nascimento treze anos mais velho, cansado e sob constante tensão.
sábado, 6 de novembro de 2010
do momento
o momento agora, meu filho, é de calma extrema (respire... respire...).
a profunda calma de sentí-lo em toda a sua leveza (invente-a!).
a serenidade desentranhada com força, deseperadamente, do insólito...
deixar-se estar descrente e sereno... cinicamente sereno (de uma serenidade displicente)
esperar pelo processo de depuração, sem esperar mais nada (não há o que esperar)
é o momento meu filho...
de ser mínimo, mas resoluto. estar atento e manter-se frio (a verdade agridoce...).
é a véspera do mistério e da revelação, a véspera de qualquer outra coisa (evite sorrisos).
faça todas (todas!) as perguntas do mundo, mas não (e aqui cabe a súplica de um pai enternecido),
de forma alguma espere respostas. não é o momento de respostas (há lodo nos lábios),
não creia, não ore, não peça nada, desconfie do que se supõe ver (há lodo nos olhos),
aproxime-se lentamente, meça seus passos, flutue (há lodo no chão e em todo lugar).
é o momento meu filho...
de beber dessa garrafa, destampada, em cima da mesa (um grande e vigoroso gole)
é tempo de contrição, de reservas, manter-se sabiamente ignorante, silenciar deus e o diabo
esperar e duvidar do exato segundo (ainda por vir) de confluência dos opostos (caótica, natural)
desejar intensamente, com todos os dedos da mão, com toda a força da alma (duvide da alma!!!)
manter-se inerte, irredutível. ter a calma (novamente ela) de violentar os próprios sonhos.
há todo um corpo, de sensações, de sentimentos. fuja dele, busque-o furiosamente. respire...
meu filho (tolo como o pai), pode ser que amanhã não, mas hoje deve-se manter a janela fechada (espie com cautela).
________________________________
“Eu não devia te dizer
mas essa lua,
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.”
(Carlos Drummond de Andrade)
"e lá vai deus sem sequer saber de nós. saibamos pois, estamos sós."
a profunda calma de sentí-lo em toda a sua leveza (invente-a!).
a serenidade desentranhada com força, deseperadamente, do insólito...
deixar-se estar descrente e sereno... cinicamente sereno (de uma serenidade displicente)
esperar pelo processo de depuração, sem esperar mais nada (não há o que esperar)
é o momento meu filho...
de ser mínimo, mas resoluto. estar atento e manter-se frio (a verdade agridoce...).
é a véspera do mistério e da revelação, a véspera de qualquer outra coisa (evite sorrisos).
faça todas (todas!) as perguntas do mundo, mas não (e aqui cabe a súplica de um pai enternecido),
de forma alguma espere respostas. não é o momento de respostas (há lodo nos lábios),
não creia, não ore, não peça nada, desconfie do que se supõe ver (há lodo nos olhos),
aproxime-se lentamente, meça seus passos, flutue (há lodo no chão e em todo lugar).
é o momento meu filho...
de beber dessa garrafa, destampada, em cima da mesa (um grande e vigoroso gole)
é tempo de contrição, de reservas, manter-se sabiamente ignorante, silenciar deus e o diabo
esperar e duvidar do exato segundo (ainda por vir) de confluência dos opostos (caótica, natural)
desejar intensamente, com todos os dedos da mão, com toda a força da alma (duvide da alma!!!)
manter-se inerte, irredutível. ter a calma (novamente ela) de violentar os próprios sonhos.
há todo um corpo, de sensações, de sentimentos. fuja dele, busque-o furiosamente. respire...
meu filho (tolo como o pai), pode ser que amanhã não, mas hoje deve-se manter a janela fechada (espie com cautela).
________________________________
“Eu não devia te dizer
mas essa lua,
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.”
(Carlos Drummond de Andrade)
"e lá vai deus sem sequer saber de nós. saibamos pois, estamos sós."
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