domingo, 15 de junho de 2008

À Mesa

Cedo à sofreguidão do estômago. É a hora

De comer. Coisa hedionda! Corro. É agora,

Antegozando a ensaguentada presa,

Rodeado pelas moscas repugnantes,

Para comer meus próprios semelhantes

Eis-me sentado à mesa!



Como porções de carne morta... Ai! Como

Os que, como eu, têm carne, com este assomo

Que a espécie humana em comer carne tem!...

Como! E pois que a Razão me não reprime,

Possa a terra vingar-se do meu crime

Comendo-me também.



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Alimentar-me de outros seres, outros seres que um dia se alimentarão de mim...

Um comentário:

Anônimo disse...

este é o ciclo de energia cara..
...kkk