Passar a limpo,
Disfarçar os erros
Riscar rostos e nomes
Fazer (tudo) de novo...
E não perceber que
Se fosse recomeçar
Ainda assim seria falho
Passar a limpo
Pedir uma chance
De ser leviano
E não se dar conta de que
Fosse de novo e
Ainda assim seria (é!) falho
Não me dôo por meus erros
Nem por minhas tantas derrotas
Meus arrependimentos guardo aqui e faço deles orações
E me contento em ser inconstante
(Fora isso a vida é chata)
Não quero passar a limpo coisa nenhuma
Me encanta o rascunho e sua imperfeição
(rascunho imperfeito manuscrito em pedaço de papel amassado, encontrado no meio das minhas coisas)
*****
Boa desculpa para ser imperfeito? Retórica vazia? Talvez não. Estou cansado de tantos semideuses, perfeitos, eficientes, competentes... Dê-me gente normal, rascunhada em pedaço de papel.
domingo, 10 de fevereiro de 2008
Religião como psicose:
-Confronto com questões insolúveis (quem somos, de onde viemos, para onde vamos...)
- A religião seria um solução coletiva para essas questões.
- Com o passar do tempo conseguimos conviver melhor com elas.
- Psicóticos encontram soluções que não são socalizáveis.
- Condições para que se socialize -> qualidade cultural (distinção entre as mais e menos civilizadoras).
(pedaço de papel manuscrito, perdido no meio das minhas coisas)
Pergunta que me veio: como a religião pode ser psicose se ela é uma solução não socializável, sendo a religião estritamente social?
-Confronto com questões insolúveis (quem somos, de onde viemos, para onde vamos...)
- A religião seria um solução coletiva para essas questões.
- Com o passar do tempo conseguimos conviver melhor com elas.
- Psicóticos encontram soluções que não são socalizáveis.
- Condições para que se socialize -> qualidade cultural (distinção entre as mais e menos civilizadoras).
(pedaço de papel manuscrito, perdido no meio das minhas coisas)
Pergunta que me veio: como a religião pode ser psicose se ela é uma solução não socializável, sendo a religião estritamente social?
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
Verborragia (ainda sobre silêncio e vermelho)
Heh, virar a noite toda tentando dormir. O sono não vem... ou se vem, é para ficar pouco. Assim fica-se vunerável a si próprio e a tudo que se pode pensar quando está sozinho. A cabeça quase livre é porta aberta para o que se evitou o dia todo, oferece menos resistência. Aí você escreve algumas palavras para alguém que dorme longe dali... tudo que não se pode ou não se deve dizer. Por medo, cautela, por falta de palavras ou tantos outros motivos que não ouso descobrir... Palavrasm, mas que tomam força, criam sentido quando lidas pelos olhos certos. Sabe, é uma boa tentar fugir do vazio que fica cada vez que se cala ao invés de explodir em verborragia.
Ah cara, as palavras traem. Tão fácil se escorregar nelas. Mas reconheço que gostei... tantas delas ali no papel, fortes. Quantos sentimentos que eu nem imaginei que pudessem estar em você nem em lugar nenhum. E senti cada palavra de uma maneira tão presente. Improvável que fosse você.
Pois então que arranque, um, dois pedaços e me dê. Embrulhado pra presente. Pra eu saber. Pra eu sentir ainda mais. De forma tão intensa que me faça ser ainda mais. E que eu queira ainda mais sangue pulsando e pintar tudo de vermelho.
Ou que eu queira somente me calar e te reler. Agora com meu corpo todo.
[Ela disse que saudade é felicidade abafada, futura. Antes fosse. Saudades? É só saudades...]
Ah cara, as palavras traem. Tão fácil se escorregar nelas. Mas reconheço que gostei... tantas delas ali no papel, fortes. Quantos sentimentos que eu nem imaginei que pudessem estar em você nem em lugar nenhum. E senti cada palavra de uma maneira tão presente. Improvável que fosse você.
Pois então que arranque, um, dois pedaços e me dê. Embrulhado pra presente. Pra eu saber. Pra eu sentir ainda mais. De forma tão intensa que me faça ser ainda mais. E que eu queira ainda mais sangue pulsando e pintar tudo de vermelho.
Ou que eu queira somente me calar e te reler. Agora com meu corpo todo.
[Ela disse que saudade é felicidade abafada, futura. Antes fosse. Saudades? É só saudades...]
domingo, 3 de fevereiro de 2008
pro dia saber que eu passei e ele passou
sangue enquanto sangra... e vermelho!
sangue enquanto pulsa e jorra eufórico.
enquanto está aqui à flor da pele e eu vejo, e sinto o cheiro.
mas, só o cheiro não basta.
quero a palavra, pra dar um basta no silêncio
(aquele mesmo de dias atrás e dos próximos dias).
que fique incompleto, para que eu possa sempre voltar
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
me diga...
"(ela voltou...e assim partiram de mãos dadas
a melodia, o ritmo e as palavras
na caçamba da inspiração
e em mim não há mais canção)"
_____________________________
- Qual é a medida?- Por que procura uma?
- Pra eu ser mais exato.
- Não perca tempo nisso,
seja exagerado.
- Mas preciso saber quanto...
- Que tal algumas horas?
- Mas isso é muito pouco.
- Então a vida inteira?
- A vida é muito longa.
- Sim, é em demasia.
Te meça só pela vida, pois ela não tem limite.
**********
O peso da minha existência. O peso que eu carrego todo dia, e que não é peso algum (é falsificação). Qual é a minha medida? Onde começo e acabo? Será que acaba mesmo, ou é sempre recomeço?
Medir-se pela vida é esquecer qualquer medida, é deixar a coisa solta. Como se fosse sempre espaço e quase sempre preenchido. Mesmo que seja de charadas e de indefinições. De retrocessos e recomeços. Afinal, a medida é a vida (que me cabe). E eu sei que caibo nela.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
dilema
quero...
e quero agora!
tanto, sempre... pra sempre por enquanto.
cheio, completo, tempestade em copo d'água.
o copo d'água todo num gole só.
menos parar pra respirar, menos dormir, pensar...
fogo, por favor!
um corpo em chamas (só pra chamar a atenção),
pra te chamar de assassina e renascer do meu sadismo.
quero...
e quero tanto!
por enquanto,
que me importa?
a eternidade do momento,
nas pequenas coisas
na vida pequena
nessa coisa toda,
que não se entende...
fogo, por favor!
************
seria melhor ter ficado em silêncio?
e quero agora!
tanto, sempre... pra sempre por enquanto.
cheio, completo, tempestade em copo d'água.
o copo d'água todo num gole só.
menos parar pra respirar, menos dormir, pensar...
fogo, por favor!
um corpo em chamas (só pra chamar a atenção),
pra te chamar de assassina e renascer do meu sadismo.
quero...
e quero tanto!
por enquanto,
que me importa?
a eternidade do momento,
nas pequenas coisas
na vida pequena
nessa coisa toda,
que não se entende...
fogo, por favor!
************
seria melhor ter ficado em silêncio?
sábado, 26 de janeiro de 2008
fim do silêncio
(em seu furor)
eu sei que ela pensa em ti,
e fecha os olhos.
e se tranca no quarto,
para pensar em ti.
até morta pensará em ti.
...
toque a valsa nº 6
eu sei que ela pensa em ti,
e fecha os olhos.
e se tranca no quarto,
para pensar em ti.
até morta pensará em ti.
...
toque a valsa nº 6
domingo, 20 de janeiro de 2008
um pouco de silêncio
-"Como escrever pra você sem me expor?"
-"Como não me expor com tanto silêncio?"
...
-"Como não me expor com tanto silêncio?"
...
sábado, 12 de janeiro de 2008
As cento e cinquenta paixões assassinas, ou de quarta classe...
"Durante a noite, o Duque e Curval, escoltados pela Desgranges e a Duclos, levam Augustine ao jazigo. Sua bunda está em péssimo estado; açoitam-na e cada um a enraba sem esporrar; depois, o Duque inflige-lhe cinquenta e oito feridas nas nádegas, e verte óleo fervendo em cada uma delas. Ele lhe enfia um ferro quente na cona e no cu, e a fode sobre as feridas com um condom [n.t.: do inglês, preservativo masculino, precursos da atual camisa de vênus] de pele de cão do mar, o qual rasga de novo as queimaduras . Feito isto, descobrem seus nervos em quatro lugares formando uma cruz, amarram cada ponta desses nervos a um torniquete e giram, o que lhe alonga essas partes delicadas e a faz sofrer dorer incríveis. Dão-lhe uma trégua, para melhor fazê-la sofrer, e retomam a operação, dessa vez, esfolando-lhe um buraco na goela, pelo qual trazem para baixo e fazem passar sua língua; queimam-lhe em fogo brando a mama que lhe resta; em seguida, enfiam na sua boceta uma mão armada de um escalpelo com o qual rasgam a parede que separa o ânus da vagina; tiram o escalpelo, enfiam a mão de volta, vasculham suas entranhas e forçam-na a cagar pela boceta; então , pela mesma abertura, vão romper-lher a bolsa do estômago. Depois voltam ao rosto: cortam-lhe as orelhas, queimam-lhe o interior do nariz, furam-lhe os olhos deixando destilar cera de Espanha fervendo dentro, retalham-lhe o crânio, enforcam-na pelo cabelos amarrando pedras em seus pés, para que ela caia, arrancando seu crânio. Depois dessa queda, como ela ainda respira, e o Duque fode sua boceta nessa estado; ele esporra e fica ainda mais furioso. Abrem-na, queimam-lhe as entranhas no próprio ventre, antes de enfiarem uma mão armada de um escalpelo que vai furar seu coração por dentro, em vários lugares. Só então ela devolve sua alma. Assim pereceu, aos quinze anos e oitos meses uma das mais celestes criaturas que a natureza criara [...]"
[SADE, Marquês de. "Os 120 dias de Sodoma", pág. 348, Editora Iluminuras, 2006]
__________________"Cento e vinte dias, quinhentas e noventa e oito paixões. O desejo lançado ao infinito"
[SADE, Marquês de. "Os 120 dias de Sodoma", pág. 348, Editora Iluminuras, 2006]
__________________"Cento e vinte dias, quinhentas e noventa e oito paixões. O desejo lançado ao infinito"
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
Nossa, agora o ano é outro!
Dizem que é vida nova e desejam um monte de coisas, fazem pedidos e promessas... Eu não, quero que tudo continue como está, fluindo, indo para onde tem que ir, se é que realmente tem... Não quero me preocupar muito, nem fantasiar. Deixa assim, quase indolente, irresponsável.
Não quero outro, não me seduzo mais por novidades requentadas. Que seja o mesmo, que seja igual, ainda que reserve um bocado de surpresas.
**********
Não era sobre isso que eu ia falar...
Talvez fosse melhor dizer que os últimos dias foram muito bons, intensos e cansativos. Rodeado de pesssoas que eu gosto, fazendo coisas legais, em lugares interessantes. Simples assim...
Dizem que é vida nova e desejam um monte de coisas, fazem pedidos e promessas... Eu não, quero que tudo continue como está, fluindo, indo para onde tem que ir, se é que realmente tem... Não quero me preocupar muito, nem fantasiar. Deixa assim, quase indolente, irresponsável.
Não quero outro, não me seduzo mais por novidades requentadas. Que seja o mesmo, que seja igual, ainda que reserve um bocado de surpresas.
**********
Não era sobre isso que eu ia falar...
Talvez fosse melhor dizer que os últimos dias foram muito bons, intensos e cansativos. Rodeado de pesssoas que eu gosto, fazendo coisas legais, em lugares interessantes. Simples assim...
Assinar:
Postagens (Atom)